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Mostrando postagens de junho, 2012

Mais um dia desses sem solução

sentado em baixo de uma árvore seus olhos de água congelada derretiam e derretiam... não havia solução seu pensamento bêbado contabilizava o gosto do próximo trago de vinho não havia solução cruzou as pernas fechou os olhos tentou sonhar não podia mais a vista era escura já era noite aberto ou fechado não havia solução Trago não tinha cigarro não fumava brincava com uma caneta não havia solução Trago não se chamava Raimundo Trago morava no mundo as rimas nunca foram solução Trago Trago Trago parecia responder para alguém Trago traz o que? não sei Trago já não sabia Trago nunca soube Trago .... Trago .... Trago ... Trago ... Trago ... Acabou. Dormiu. Não Sonhou.

Revolução

Uma bandeira a tremular Uma ideia em pano ruim Símbolos a encantar Traduções rumo a um fim Querem tanta naturalidade Que criam asfalto E a grama do pasto Vira algo do passado Uma bandeira a tremular Símbolos marcando ar Pode dar certo Até o certo virar errado De novo

Quanto um coração pode fabricar?

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sim eu desenho mal

O Caderno

sempre existirão paginas em branco para serem escritas, por mais sujo ou estragado que o caderno esteja. o problema é recuperar a vontade de escrever, porque de repente você se esvazia tanto, que quando vê, as letras estão indo embora. as paginas cada vez mais pálidas. o tempo cada vez mais rápido. a noite cada vez mais escura. a luz cada vez mais fraca. você cada vez mais próximo, da hora de fechar o caderno e devolve-lo para o universo. A.D. e Bárbara K.

Isso que escuto

Um som agressivo massageia minha alma Acordes dissonantes que me acalmam São os gritos estridentes de uma guitarra Substituindo meus sentimentos e palavras Um improviso carnal, melodicamente De acordo com meu ser animal São apenas acordes São apenas cações E eu apenas um humano colhendo ilusões São apenas acordes São apenas canções Traduções do meu ser e sua fútil razão

O pulo

Um pulo sobre o concreto, Fragmentado como areia. Cortando a pele,  tomando minhas veias. Um mergulho no concreto. Do trampolim ao exato. Luzes apagadas. O sangue tinge o asfalto. No jornal ditam os fatos. No mundo menos um rato. Um pulo, um mergulho, um salto. Um corte, uma morte, menos um rato. Chora o concreto. Chara o inconcreto. Outro dia nasce. Limpa-se o asfalto.

Escolhas

vou vivendo minha solidão   de quem vive na contra mão   entre os mortos e os vivos   entre os normais e os loucos vou vivendo minha sina criada por mim e vivida não há do que reclamar eu escolhi, eu vou pagar

...

Algo corta o céu azul Um rastro branco leve O dia é belo As sombras convidam Não existem motivos Apenas o estar O vento passa doce A sombra das folhas Cintila o caminho O calor, o banco Os sorrisos, os beijos O estar flutua Um violão soa A musica cerca O estar flutua A caneta canta O caderno grava Achado mundo perdido Tão bem escondido Entre os deveres e a rotina Achado mundo perdido Envolto em Brumas de Avalon Densas permanentes Esqueceram a palavra mágica O caminho se perdeu com a idade As crianças sabem o caminho Os loucos sabem a palavra Os adultos perguntam as drogas As drogas cobram pedágio Achado mundo perdido O caminho está lá E nos normais de mais Normais de mais para andar sozinhos.

O gato, o casal e o acaso

estava escuro um gato sobre o muro seu olho brilhou a moça se assustou o moço a apertou a moça gostou curou o frio ouviu-se um assobio o moço sacou o maço a moça pediu um trago a noite passou rápido o sol espantou o gato

Cabeça Dura

Não importa Não tem porta A sala é escura Nunca se madura Janela não tem Visitar não convém Pois para entrar Só se martelar