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Na rua encontram-se limites para o universo

conto meus passos por uma rua vazia, os ecos secos me ajudam na peleja. o vento me acaricia leve e meus cabelos se divertem, tudo parece leve, até o poluído ar de minha cidade, milagrosamente se torna puro em minhas narinas contentes. sorrio e imagino minha visão de cima. vou subindo e me vendo cada vez menor, passo do limite dos mundos, passo do limite de nosso caminho de leite, começo a ver mais galáxias boiando, cruzo o universo e encontro outros universos, continuo e não paro, cada vez mais longe! Deus! onde estou indo? mesmo confuso vou e vou, não paro. mas derrepente tropeço em algo, seria pura ironia, ou uma dica do acaso, nunca saberei a resposta. era apenas uma pedra no meio da rua, que acabou virando uma pedra no limite do universo.

Nos é o Universo

Letras dispostas de forma lógica no papel, Juntas formam palavras coladas pelo nosso mel, Formando sentidos sem nexo ou racionais, Conclusões tiradas de uma vida em ebulição, Ideias esquentam-se e misturam-se por ai, As bolhas vão sumindo e juntando-se ao resto, E aos poucos vamos sumindo, Misturando-nos com o exterior. Todos vamos ebulindo, Eliminando espaços e nos fundindo, É burro quem não acha isso lindo, Ebulindo, ebulindo, Até virarmos ar. Todos vamos evaporar, Eliminando os medos ou não, Até que as letras sumam, Até só restar matéria, Até tudo se tornar ideia, Até tudo se tornar nós.