Na rua encontram-se limites para o universo


conto meus passos por uma rua vazia,
os ecos secos me ajudam na peleja.
o vento me acaricia leve e meus cabelos se divertem,
tudo parece leve, até o poluído ar de minha cidade,
milagrosamente se torna puro em minhas narinas contentes.
sorrio e imagino minha visão de cima.
vou subindo e me vendo cada vez menor,
passo do limite dos mundos,
passo do limite de nosso caminho de leite,
começo a ver mais galáxias boiando,
cruzo o universo e encontro outros universos,
continuo e não paro, cada vez mais longe!
Deus! onde estou indo?
mesmo confuso vou e vou, não paro.
mas derrepente tropeço em algo,
seria pura ironia, ou uma dica do acaso,
nunca saberei a resposta.
era apenas uma pedra no meio da rua,
que acabou virando uma pedra no limite do universo.

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