A Luz Clandestina
A luz reflete no vidro.
O escuro do quarto é atenuada,
Pela janela de meu vizinho.
Um brilho clandestino cheio de esperança.
Algo reflete diferente nesse vidro,
O amarelado da luz desdobra-se em cores.
Pontos de amor luminoso aparecem,
Algo bonito e admirável.
A musica toca leve,
E o mundo parece te fazer um cafuné.
Ele sabe o quanto precisamos disso,
Sabe quando os tempos são cinzentos.
Sinto falta da sensação de amar uma ducha de água fria,
Daquelas tão frias que parecem arrancar sua alma.
Adoro como as duchas frias dão choques em sua pele com
violência,
O primeiro contato com elas é sempre difícil,
O corpo briga para sair e é difícil se manter,
Mas com o tempo o corpo se adapta e ama,
Eis que surge a recompensa pelo choque inicial,
O corpo fica leve e tudo o que deve ser apagado, apaga-se.
Mas a ducha não veio,
Sei que estou apenas em um quarto escuro,
Mas é um quarto que quer me animar,
Um quarto com as cores clandestinas do acaso.
Lembro-me que não tenho o que fazer,
Alem das provas e as coisas da vida racional.
Lembro-me que tudo parece distante,
Sorrio, visto minha melhor roupa e saio.
Vou ver para onde aquela luz clandestina do acaso
queria me levar.
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