O Ar do Jazz

O jazz congela e derrete almas,
Algo agradavelmente sofrido,
Melancólico e eufórico,
Com certa dose de drama.
Que minha pequena pessoa,
Não consegue ver de onde vem.
Seria dos instrumentos ou das conversas ao fundo,
Uma verdadeira orquestra,
Sorrisos com meios gritos,
Seria o trompete, ou a mulher ali da frente,
As coisas misturam-se formando uma alegoria,
Algo unicamente vivo.
Não sei o que é,
Mas soa agradável.
Algo segura esse ar,
Não sei o que é.
As conversas seguem,
O álcool se mistura a dança,
Tudo vira a alegoria.
O murmúrio, o sofrimento nos sopros.
A rouquidão dos graves,
A sequidão molhada do baixo.
A gritarias cantada das guitarras.
A correria da manada da bateria,
As senhoras a murmurar sobre suas vidas,
Donas de seus destinos,
Donas do que move os homens.
O som dos copos.
Os homens a falar de seus negócios.
O misterioso maestro da orquestra.
Quem é?
O mistério.
Um ar de tudo em nada.
O ar do jazz.

Comentários