Nova Beleza


A beleza efêmera dos humanos mutantes,
Apenas mostra como somos inconstantes.
Nos Campos médios, as carnes eram belas,
Mulheres eram solos férteis para a prole.
No caminho moderno nascem o amor as curvas,
Onde os homens perderam-se e aventuravam-se.
No tempo capitalista a magreza dá fim às sobras,
A mulher é o comercial romântico, fino e delicado.
As carnes perderam-se com o tempo,
Hoje são tão batidas que o plástico tomou a vida.

Confesso perder-me, louco, em corpos plastificados...
Mas, a beleza virou mais um produto, nos balcões de um supermercado.
O plástico preenche perfeitamente meu lado animal,
Atende a suplica do corpo pelo prazer carnal.
Mas no fundo da alma o sangue sabe,
Que no vazio do plástico não me embebedo de amor.
E o amor que pede minha alma, que move meu sangue.
Ficou perdido, longe, nas obras de Shakespeare, nas metáforas dos românticos,
E nas canções de tom e Vinicius,
E o plástico, belo, sintético e mascarado.
Fica aqui eternizado em papel, caneta e plástico.

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