Desconhecidos


Em uma sala vazia dois humanos se auto flagelam, diante do abismo quilométrico entre pessoas que não se conhecem.
O silêncio fere até o sangue escorrer pelo chão, os olhares se desencontram e existe uma esperança disso acabar a qualquer minuto.
Ambos sofrem e tudo isso por medo de caminhar pelo quarto escuro do novo.
Ambos sofrem e tudo isso por orgulho de caminhar sobre seu mundo iluminado e vazio.
Essa é a hipocrisia eterna do nosso ser, seja por orgulho ou medo não vão se atrever.
Essa é a hipocrisia eterna do nosso ser, seja por orgulho ou medo vão se conter
Ideologias perfeitas, soluções para os problemas do mundo, historias lindas, tudo.
Tudo isso jorra loucamente pela cachoeira de nossas mentes.
Porem, nós de maneira egoísta insistimos em esconder tudo,
Nas profundezas de nossas densas matas escuras.
Esses são nossos mundos perdidos
Esses são nossos muros
Tudo para não comparecer ao júri.
Tudo para não ouvir a sentença.
E enquanto isso,
Fica a sala com o silêncio dois humanos e suas pedras nas costas.
E enquanto isso,
Mais um morre com a cura do câncer escondida na mata.

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