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O mundo é uma coleção de linhas retas. Umas pequenas, outras longas, Umas visíveis, outras sentíveis. Linhas retas, Que neste incontável total, Quantificam-se em muitas. Mas reafirmo. Todas retas. O que há de curva. É conjunto das pequeninas, Emparelhadas uma a uma. Como um imenso fractal de retas linhas, Dançando estáticas e discretas. A contornar espaços finitos. Interminavelmente. Limitados e perdidos. Dentro de um corpo, Que por órgãos e segredo, Interpreta vida.