Drama


E assim derrepente,
Toda a magoa.
Toda a tristeza.
Todos os olhares.
Se fizeram uma colossal tempestade de areia,
Que corta minha pele sem sangrar.
Cortam minha pele.
Minha lembrança.
Minha esperança.
Minha cor.
Cortam sem sangrar.
E esse meu sensível corpo,
Começa sua verdadeira e implacável batalha,
Lutando pelo equilíbrio,
Em meio a suas palavras.
Lutando para ficar de pé,
Em meio à realidade inegável.
Um grito mudo no fundo,
Desesperança em Luta!
Ninguém ouviu.
Corpo vazio,
Em meio a uma fúria sonora sem sentido.
Formada pelos fatos que se materializam,
Como fantasmas de aço.
Ectoplasma sólido,
Que me abraça e me condena.
Não posso atravessar paredes!
Queima!
Não posso...
Paralisado, mudo, sem cor.
Em meio à ventania que parece jamais passar.

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