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As palavras pelo ar
Vem e voltam,
Em meio à rotina
Reta, que contamina
Minhas retinas cortinadas.
Tentando disfarçar a saída.
Balançando sobre a parede
Supostamente porta aberta,
Mas que sempre foi solida
De solidão indestrutivelmente quebradiça.
As filas crescem,
Brotam migalhas de assuntos mofados.
Esperar nunca é cheio.
É se desligar do presente por um futuro,
Que mesmo em uma fila garantida pelo capital,
Pode não ser assim tão presente.

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