...
um ar canalha
por entre folhas curtas
soava
e cantava
noite adentro
pousava
sem receio
desavergonhadamente
nos ouvidos descrentes
movidos
inocentemente
pelo gritar vigente
daquele que não merece sentido
ou sentimento
aquele que existe
apenas assim
sem sentido
sem sentimento
sem dor
sem nada
existir por existir
não há de valer a pena
prefiro o drama
para manter o vazio cheio
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