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Conversa de Doido

Dois doidos conversam no sanatório sobre a última festa, Que por sinal aconteceu em seus sonhos. O primeiro diz: O acaso é amigo, Do meu coração, Quando fala comigo, Quando eu sei ouvir. O segundo responde: O acaso é a ordem da desordem O padrão que insiste em ser inesperado. O acaso é um padrão que não tem seus limites determinados, Ele começou não sei quando, E até hoje não acabou. O primeiro continua: É um padrão sem patrão, Chega atrasado e cedo demais, Às vezes nem chega, Mas se sabe que pode chegar. E o segundo rebate: Simplesmente porque ele é o chegar, Simplesmente porque ele é o partir. O acaso é a bateria que liga, E ao mesmo tempo desliga, As luzes do quarto escuro da vida, Que vão se acendendo a medida que avançamos, Pois, a vida é um quarto escuro, Que sonhamos em iluminar, E o acaso é a ajuda, Que atrapalha para iluminar. Então os dois param olham para o nada, com um olhar alegre e vazio, de quem tem o segredo ...