Conversa de Doido
Dois doidos conversam no sanatório sobre a última festa,
Que por sinal aconteceu em seus sonhos.
O primeiro diz:
O acaso é amigo,
Do meu coração,
Quando fala comigo,
Quando eu sei ouvir.
O segundo responde:
O acaso é a ordem da desordem
O padrão que insiste em ser inesperado.
O acaso é um padrão que não tem seus limites determinados,
Ele começou não sei quando,
E até hoje não acabou.
O primeiro continua:
É um padrão sem patrão,
Chega atrasado e cedo demais,
Às vezes nem chega,
Mas se sabe que pode chegar.
E o segundo rebate:
Simplesmente porque ele é o chegar,
Simplesmente porque ele é o partir.
O acaso é a bateria que liga,
E ao mesmo tempo desliga,
As luzes do quarto escuro da vida,
Que vão se acendendo a medida que avançamos,
Pois, a vida é um quarto escuro,
Que sonhamos em iluminar,
E o acaso é a ajuda,
Que atrapalha para iluminar.
Então os dois param olham para o nada, com um olhar alegre
e vazio, de quem tem o segredo do mundo guardado na mente. Um sino toca e eles
saem para tomar a ultima dose de remédio do dia.
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