O medo
Da falta das lagrimas,
Resta a saudade de chorar.
Essa estranha saudade,
De jogar para fora a dor da existência.
Essa estranha saudade,
Que se mistura com o medo da batida.
O medo de não aguentar o baque.
O medo da face frente à tristeza dita real.
A tristeza fatual,
Pontual,
A tristeza máxima.
E da batida que não vem,
Nasce outro medo.
O medo de ter desaprendido a chorar.
O medo de não ter glândulas funcionando,
No momento de abençoar com lagrimas, o baque.
O medo da falta de reação frente à desgraça.
O medo da prova final,
Que o define humano.
O medo do inumano.
O MEDO!
Tantas vezes aqui citado.
O medo que mora em nos,
O MEDO!
O terrível medo,
Que te faz, com medo,
Querer relembrar o medo.
O MEDO!
Que mesmo depois de tantas voltas,
Não me derramou uma lagrima.
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