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Mostrando postagens de dezembro, 2012
A porta do ônibus me encara. Enquanto o ônibus não para. Ainda é lá fora do lado de lá? La fora ainda é, do lado de lá. Ainda existe lá fora do lado de lá? Só saberei quando o ônibus parar.
Piscam cores Solto meus demônios. As ruas coloridas me colorem. Piscam olhos, Saltam minhas entranhas, O escuro absoluto apenas arranha. Arranha, arranha e sangra. Um sangue que não jorra, Chora, gota a gota. Uma dor binária, Que dói e não dói, Dói, não dói. Existe e não existe. Meu Deus, que Medo é esse? Um Medo de não existir, Onde a dor não existe. A única ligação deveras triste, Com uma existência, tão pequena. Pequena, Tu mostraste-me outro lado. Ainda resta um sorriso por trás das lagrimas, Ainda resta um fio que alimenta as ovelhas. Tinha azul, Tinha vermelho, Talvez também, alguns coelhos. Comendo uma cenoura gigante. Mas não havia motivo ali. Era apenas um grito tentando ser livre, Em meio a uma prisão de chumbo a prova de som. Apenas um grito em uma prisão. Não é necessário ser escutado som. Há muitos ouvidos não captando direção. Muitos ouvidos, pouca direção. Como me acharão se eu não me achei? Como me ac...

Bem alto,

No fim do céu, Onde todo chão abaixo é branco E as montanhas são tempestades. Não se escuta o mar, As ondas são batidas de ar. Gritos, lamentos ou latidos. Qualquer som ou ruído, em terra é retido. Apenas as massas ecoam no céu.          Deslizando em toques, por vezes leves, por vezes fortes. Lá em baixo, toda a terra berra seus males. Aqui em cima, no fim do céu só o ar canta Bem alto. Onde todo o chão é branco, E o céu um lago negro, Desses bem rasos Cheio de moedas ao fundo.