Piscam cores
Solto meus demônios.
As ruas coloridas me colorem.
Piscam olhos,
Saltam minhas entranhas,
O escuro absoluto apenas arranha.
Arranha, arranha e sangra.
Um sangue que não jorra,
Chora, gota a gota.
Uma dor binária,
Que dói e não dói,
Dói, não dói.
Existe e não existe.
Meu Deus, que Medo é esse?
Um Medo de não existir,
Onde a dor não existe.
A única ligação deveras triste,
Com uma existência, tão pequena.
Pequena,
Tu mostraste-me outro lado.
Ainda resta um sorriso por trás das lagrimas,
Ainda resta um fio que alimenta as ovelhas.
Tinha azul,
Tinha vermelho,
Talvez também, alguns coelhos.
Comendo uma cenoura gigante.
Mas não havia motivo ali.
Era apenas um grito tentando ser livre,
Em meio a uma prisão de chumbo a prova de som.
Apenas um grito em uma prisão.
Não é necessário ser escutado som.
Há muitos ouvidos não captando direção.
Muitos ouvidos, pouca direção.
Como me acharão se eu não me achei?
Como me acharão?

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