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A brisa do ventilador ventila,
Mas não tira a dor.
Tem barulho de chuva,
Mas não tira o calor.
Tem vento apresado
Mas não trás chuva.
O tato é sopro em pele molhada,
O tempo é claro de miragem ensopada.
Calor
Giram paletas cortando o ar
Voando perdidas no mesmo lugar
Para onde vão?
Presas por função.
Para onde vão?
Se não o teto, um canto, ou o chão.
E porque não vão.
Penso que choram seus sonhos de avião.
Enquanto no avião.
As outras choram seus sonhos de chão.

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