A poesia jaz em algum lugar escondido,
Dentro de todo lugar.


Onde os ouvidos veem.
Onde as mãos escutam.
Onde os olhos pegam.


O que está por todo ar, 
O mais difícil de achar.




Controles para o que não é meu.
Não vendem no mercado ali da esquina.



O que doma o imaterial,
Não trabalha no circo nem na loja de animais.




Mistério é mistério.
Que fiquei aqui o mais veloz do eterno,
Que amanha posso estar velho,
E minhas letras não falarem mais.

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