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Mostrando postagens de agosto, 2013

O Abraço

Braços de pluma, Assopram como poeira Todo o peso que pulsa em minhas veias. Libertando minha alma da carne passageira. Fazendo-me fluido desconhecedor de fronteiras. Suavemente pelo ar. Dois corpos parados,  Duas almas a dançar. Livres e enlaçados, Na arte de teus braços Torno-me abraço E por querer ser abraço Ser-me belo tornar. Deixar os segundos correrem Na rua ou em qualquer lugar. Deixar o tempo sair de carro. Até o sinal abrir ou o celular tocar. Deixar. Que enquanto abraço somos. Fazemos da eternidade nosso lar.

Delírio

De longe olhos perdidos Toda noite de frio Juntam-se em coro uníssono Oh vento que bate me toca de leve carrega de mim parte e leva para quem é leve Oh vento que toca me leve de touca carrega minhas trouxas e vamos para o mar Oh vento que leve me touca de frio cuidado comigo que posso gripar De longe olhos perdidos de malucos fumantes a espera do último domingo de verão. Acham frio quem vem do vento de uma janela aberta de apartamento alto, sexto, sétimo ou chato. Que faz barulho de grito fino assobiado para o espaço. E tem cheiro de asfalto recém aprontado após um sábado complicado de muitos buracos. De longe Todos procuram algo De perto Delírios, cantos e absurdos É doce cantar para ninguém Não devo sentido Não espero Amém.