O Abraço

Braços de pluma,
Assopram como poeira
Todo o peso que pulsa em minhas veias.
Libertando minha alma da carne passageira.
Fazendo-me fluido desconhecedor de fronteiras.
Suavemente pelo ar.
Dois corpos parados, 
Duas almas a dançar.
Livres e enlaçados,
Na arte de teus braços
Torno-me abraço
E por querer ser abraço
Ser-me belo tornar.
Deixar os segundos correrem
Na rua ou em qualquer lugar.
Deixar o tempo sair de carro.
Até o sinal abrir ou o celular tocar.
Deixar.
Que enquanto abraço somos.

Fazemos da eternidade nosso lar.

Comentários

Postar um comentário