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Mostrando postagens de novembro, 2013

Meu coração bate em minha mão.

Meu coração bate em minha mão, Furiosamente louco, Em desespero rouco de existir Mesmo que solto Pelo universo, que o convém ser. Meu coração bate em minha mão. E a minha frente todo este escuro É o momento que vai passando E já era tempo. Meu coração bate em minha mão. Pois o abismo do tempo dos homens, Engole gente como piranhas mecânicas enormes. Olhos vermelhos, chaminés e fumaça negra. Comendo pessoas como bois de piranha. Pedagiando os cruzados com sacrifício. É único, o caminho. Coisas da vida. Meu coração bate em minha mão. Pois sinto o belo dessa ausência de eterno. Essa incerteza infinda. Esse frio na barriga que te moves. E me movo, como o sol que entra pela janela, E se vai morno, para o fim chamar o novo, Em gotas homeopáticas de rotina. Até que seja a hora do adeus, O fim que mora no amanha, Até o dia que será hoje. Meu coração bate em minha mão Pois uma mulher faz do meu presente, sonho. Enchendo minhas veias de en...
Sou eu, como tu. Tão igual ao que odeio. Que nem consigo escrever.
Hora de dormir Amanha tem que acordar O dia começa de novo O presente não pode esperar Hora de dormir Impossível negar O Futuro sem existir Teima em inquietar Hora de dormir Hoje já vai passar O Passado é tempero da vida Abismo de cair ou voar Hora de dormir Não há nada a falar A cidade mantem seu barulho Tudo bem Deixa pra lá

O Grande Prazer da Participação

Letras aladas, Ansiosas pela chegada ao papel. Apertam-se rumo a cuca nova. Empurra-se J    o       r         r           a              -                s                  e Escoa-se Emana-se Nova terra! Que venha ela! Fértil e bela! Nova terra! Olhos de vento. Guiam sementes. Pontos crescentes De arvores transparentes. Gigantes invisíveis, Perceptivelmente latentes. Vidro que ocupa senso. Quando visão trava distante, no reluzente abrir de uma ideia nova. Sorri, que ela é tua. Tua e de mais ninguém. E caso palavras suas, Venham, por desejo, soltá-la nua. Rumo a cabeça de um novo alguém. Com alguma sorte e nenhuma certeza. Restará dela ser semente, Possível árvore de um outro alguém. Ideia nova que não é tua, Pertencerá ao outro que agora a tem.