A intensa chuva Molha o ar, limpa a rua Abre para o sol.
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Deixo-me ir pela janela Aquela, que de costas. Ponho-me a mirar, Olhos de plástico. Deixo voar, literalmente. A pensar pela semente, Como gente. Pessoa, bicho homem. Humano. Crescendo como raiz. Espalhando-se carente, Pela terra seca de si. Caçando nós, Ligações nutrificantes. Sonhos penetráveis. Terra fofa e úmida. Algo que não seja vaso. Ponto final de terraquário. Algo que não seja fim. Onde deveras eu fui plantado? Quando eu terei ido demais para o lado? Eu não sei. Busco algo. Algo que não seja vago, Sem motivo, estapafúrdio. Algo quebra-cabeça. Que seja racionalizável! Que seja encaixável! Que seja interpretável! Que seja motriz! E quem disse que não é? Talvez a ausência do sentido que te cerca, É o sentido em voz alta lido, Pelo tempo, para o Universo. Que da altura do infinito. Sorri, Chora, Vive. Cada segundo de nós. Assim, absurdamente. Sendo tu, porque tu, o é.