Deixo-me ir pela janela
Aquela, que de costas.
Ponho-me a mirar,
Olhos de plástico.
Deixo voar, literalmente.
A pensar pela semente,
Como gente.
Pessoa, bicho homem.
Humano.
Crescendo como raiz.
Espalhando-se carente,
Pela terra seca de si.
Caçando nós,
Ligações nutrificantes.
Sonhos penetráveis.
Terra fofa e úmida.
Algo que não seja vaso.
Ponto final de terraquário.
Algo que não seja fim.
Onde deveras eu fui plantado?
Quando eu terei ido demais para o lado?
Eu não sei.
Busco algo.
Algo que não seja vago,
Sem motivo, estapafúrdio.
Algo quebra-cabeça.
Que seja racionalizável!
Que seja encaixável!
Que seja interpretável!
Que seja motriz!
E quem disse que não é?
Talvez a ausência do sentido que te cerca,
É o sentido em voz alta lido,
Pelo tempo, para o Universo.
Que da altura do infinito.
Sorri, Chora, Vive.
Cada segundo de nós.
Assim, absurdamente.
Sendo tu, porque tu, o é.
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