Da escrita, o som do teclado batendo.
Me encanto o silêncio com seu andamento,
Pela noite turva que libera as ideias.
Mal nascem elas, desaguam o que são.
Mascaradas palavras, pelo papel,
Branco de pixels, na tela de LED.
Rumo ao destino, tal qual rio.
Cair no mundo de olhos ou não.
Esperar no corredor até a cadeira.
Derreter-me as veias e o que tenho.
Acatar o que decidir a lei da língua.
Do fardo ao prêmio.
Em busca do que sou.

Até que o tempo me faça outro,
E nova noite me roube o sono.
Sigo procurando o que se esconde.
Pelo único motivo de nunca achar.

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