Delírio
De longe olhos perdidos
Toda noite de frio
Juntam-se em coro uníssono
Oh vento que bate
me toca de leve
carrega de mim parte
e leva para quem é leve
Oh vento que toca
me leve de touca
carrega minhas trouxas
e vamos para o mar
Oh vento que leve
me touca de frio
cuidado comigo
que posso gripar
De longe olhos perdidos de malucos fumantes a espera do último domingo de verão.
Acham frio quem vem do vento de uma janela aberta de apartamento alto,
sexto, sétimo ou chato. Que faz barulho de grito fino assobiado para o espaço.
E tem cheiro de asfalto recém aprontado após um sábado complicado de muitos buracos.
De longe
Todos procuram algo
De perto
Delírios, cantos e absurdos
É doce cantar para ninguém
Não devo sentido
Não espero Amém.
Toda noite de frio
Juntam-se em coro uníssono
Oh vento que bate
me toca de leve
carrega de mim parte
e leva para quem é leve
Oh vento que toca
me leve de touca
carrega minhas trouxas
e vamos para o mar
Oh vento que leve
me touca de frio
cuidado comigo
que posso gripar
De longe olhos perdidos de malucos fumantes a espera do último domingo de verão.
Acham frio quem vem do vento de uma janela aberta de apartamento alto,
sexto, sétimo ou chato. Que faz barulho de grito fino assobiado para o espaço.
E tem cheiro de asfalto recém aprontado após um sábado complicado de muitos buracos.
De longe
Todos procuram algo
De perto
Delírios, cantos e absurdos
É doce cantar para ninguém
Não devo sentido
Não espero Amém.
lindo.
ResponderExcluirObrigado.
ExcluirRéquiem cotidiano. Próprio a um domingo chuvoso como este que estou passando, de tempo parado, molhando, sem vento, beirando a segunda-feira.
ResponderExcluirhttp://apoesiaestamorrendo.blogspot.com.br/
Obrigado pela visita e o grão de poesia deixado por aqui.
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