Filas de espera e alguma correria de sexta-feira nas calçadas. Ao pé do museu encolhido e breve, guardo meus olhos Como um sorriso percebido por um estranho. Rápido, mordido e doce. É cidade minguar pela escada enquanto o dia se vai. Um ponto ao pé do gigante estrategicamente iluminado para intimidar a noite. Que mesmo assim vem e por isso a espero, Junto à sombra que surge tímida de pouco a pouco na barra da pedra. Rostos iluminados frente ao milagre do ato. Olhar, observar, vislumbrar, lobrigar, mirar. Ver o metafisico da surpresa, A parte plasmática da matéria. O ectoplasma das coisas. O Flâneur final das ruas cerebrais. Ao pé do gigante a cidade vai fechando suas portas para a noite de sexta passar. Do alto do céu o sol se despedindo grita para a lua: Prepara o sábado em seu fogão pago em 24 prestações. Que amanha tem visita, festa e mesa. Cabeças presas aos corpos escondem o interessante do estranho. Os maneiros fumam seu cigarro e mantem o d...
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Mostrando postagens de setembro, 2013
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Mil raios sobre a tenda Dominam minha ementa Sou discurso confuso Arbitrando juízo de fusos Leve onda umidificadora de olhos Arde à alma, mostra teus dentes Sou doutor de esquina vazia Advogado de sementes Palavra escorre pelos morros Envolve o que há de mentes Criam suas rotas dementes Evaporam e arranham gente Estrada cadavérica de rosas Separa ideia de memoria Para cada bocal uma lâmpada Para cada gaveta uma historia
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Ler é ponte de mentes, Que em letras forma-se derrepente. Se olhas de portas fechadas Ler é apenas Ler. Se andas e passeia pelas partes Ler é criar novo você. E de novo em novo, Aprende aos poucos a cortar madeira. Juntar pedaços e amarrar bem amarrado. Toda tua força em cada laço. Depois de bem firme, joga-se o artefato ao alto. Verifica-se meio desconfiado e olho arregalado. Onde cairá meu singelo pedaço? Quem olhará meio ensoneado? Quem virará rosto pro lado? Quem sorrirá meio desleixado? Quem mudará formando novo pedaço? Quem? Pois bem, Não me diz respeito. Eu, vivo e apenas escrevo. O que colho do acaso agradeço. O que não vejo apenas não vejo. Amem
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Entregue ao inverno ventoso de uma sala de luzes, musicadas aos fundos de bundas apocalípticas. Giram círculos contínuos hipnotizantes tão ácidos, que derretem as pirâmides do Egito e transformam todo o deserto em abismo. Vazios negros rodando em imensos e absurdos redemoinhos de whisky energizado acompanhado com gelos bem vestidos e arrumados . Tudo pelo ralo de oito olhos vidrados, em um parque de diversões escorrendo docemente por um tubo de pernas para o alto. Cuidado. Quando a decima folha da segunda árvore do inverno cair. Não há de sobrar olhos para vê-la partir em marcha andante com seu doce amante. Um velho barbudo chamado Vento Tímido, cujas historias emitidas por pés frios cruzam montes até em dias de verão. Sim! Ele, o secular habitante desprezível do espaço curto rente ao chão das ilusões, veio de supetão. Tirar tua meia e molhar teu tapete em hora de felicitação. Nem olhos sobrarão amigo. Cuidado. Nem olhos, que são o verdadeiro motivo. A garrafa de whi...
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Lá do outro lado da ponte, Perto daquele monte. Há um pé de sabedoria, Que quando o suficiente cresce E consegue-se subir até o alto. Pode-se ver surgir do monte, A tal da felicidade. Que como um grilo extasiado, Vem saltitando pelo gramado. Nua e pés descalços. Enchendo a pupila das folhas de orvalho.