Entregue ao inverno ventoso de uma sala de luzes, musicadas aos fundos de bundas apocalípticas.
Giram círculos contínuos hipnotizantes tão ácidos, que derretem as pirâmides do Egito e transformam todo o deserto em abismo.
Vazios negros rodando em imensos e absurdos redemoinhos de whisky energizado acompanhado com gelos bem vestidos e arrumados .
Tudo pelo ralo de oito olhos vidrados, em um parque de diversões escorrendo docemente por um tubo de pernas para o alto. Cuidado.
Quando a decima folha da segunda árvore do inverno cair.
Não há de sobrar olhos para vê-la partir em marcha andante com seu doce amante.
Um velho barbudo chamado Vento Tímido, cujas historias emitidas por pés frios cruzam montes até em dias de verão.
Sim! Ele, o secular habitante desprezível do espaço curto rente ao chão das ilusões, veio de supetão. Tirar tua meia e molhar teu tapete em hora de felicitação.
Nem olhos sobrarão amigo. Cuidado. Nem olhos, que são o verdadeiro motivo.
A garrafa de whisky há de acabar, os peitos hão de murchar, os vermes hão de comer as pirâmides.

Mas os olhos vão seguir até que a ultima folha da segunda árvore do inverno caia no chão e os sonhos de carne deixem-te duro. E sem nenhum tostão.

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