Filas de espera e alguma correria de sexta-feira nas calçadas.
Ao pé do museu encolhido e breve, guardo meus olhos
Como um sorriso percebido por um estranho.
Rápido, mordido e doce.
É cidade minguar pela escada enquanto o dia se vai.
Um ponto ao pé do gigante estrategicamente iluminado para
intimidar a noite.
Que mesmo assim vem e por isso a espero,
Junto à sombra que surge tímida de pouco a pouco na barra da
pedra.
Rostos iluminados frente ao milagre do ato.
Olhar, observar, vislumbrar, lobrigar, mirar.
Ver o metafisico da surpresa,
A parte plasmática da matéria.
O ectoplasma das coisas.
O Flâneur final das ruas cerebrais.
Ao pé do gigante a cidade vai fechando suas portas para a
noite de sexta passar.
Do alto do céu o sol se despedindo grita para a lua:
Prepara o sábado em seu fogão pago em 24 prestações.
Que amanha tem visita, festa e mesa.
Cabeças presas aos corpos escondem o interessante do estranho.
Os maneiros fumam seu cigarro e mantem o desdém que os fazem
descolados.
Os importantes sorriem e imitam felicidade.
Os depressivos não saem.
Os úteis preparam seu descanso.
Os religiosos suas rezas.
Os políticos viajam de avião.
Os bancos guardam tuas levas de lucro gordo em engorda.
Os artistas tratam de seus eternos novos projetos, quem sabe
dá certo.
E eu sento na escada ao pé de um gigante,
Esperando a noite vir ilumina-lo para que eu possa seguir a
lua pelo meu arquário.
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