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Mostrando postagens de outubro, 2013
Gagueja os versos, baixo. Sopra sua existência atrevida a deriva. Fantasmas do informático seguem tua tentativa. Leitores virtuais contemplam os binários a realizar seus milagres. Vampiros enchem de números e linhas azuis meus gráficos pontiagudos. E assim, vou acostumando-me ao relevo de meus olhos sobre o meio inerte. Deixa ser. Que as palavras caíam sobre o papel que se pôs em tela. Destinada a elas, mesmo que pequenamente. Inconsequentemente caladas em teu canto absurdo, Totalmente despovoado de plateias falantes. Apenas palavras de um rosto mal iluminado, Talvez misteriosamente fadadas a algum fantasma. Mesmo que nanometricamente. Aleatoriamente calados. Eu de cá. E Tu daí. Assinemos um pacto desenhado pelos anjos, E admirado por Deus e por quem não existe.

Isso

A força imóvel corrompe a vontade, Olho pela janela para ver a cidade. O mar de luzes cria teus detalhes. Como ver partes do silêncio criado. Encarar o horizonte até ele sumir Evaporar nos sentidos que o fizeram visto. Dissipar-se em incontáveis pontos, Todos contidos em teus olhos Expandidores de mentes desertas Ilusoriamente entregues aos oásis distantes Da meditação fulgurante do tempo. Que jorra fervente pela espiral aquarelada do momento. Rumo à tela branca do futuro! Seguimos todos juntos pelo fim do não realizado, Posicionando cada cor em seu lugar, Para abastecer lindamente a galeria de arte da existência. Ah! Como me agrada fazer da vida tela. Caminhar em direção àquela montanha, Que por trás de outras gritava liberdade. Por sobre os prédios, ruas e lares. Por toda cidade, por toda parte. O monte que quero é sempre o próximo, Que de próximo em próximo sonho o infinito, Sem saber que me cabe o infinito. O perpétuo perene intermin...