Gagueja os versos, baixo.
Sopra sua existência atrevida a deriva.
Fantasmas do informático seguem tua tentativa.
Leitores virtuais contemplam os binários a realizar seus milagres.
Vampiros enchem de números e linhas azuis meus gráficos pontiagudos.
E assim, vou acostumando-me ao relevo de meus olhos sobre o meio inerte.

Deixa ser.

Que as palavras caíam sobre o papel que se pôs em tela.
Destinada a elas, mesmo que pequenamente.
Inconsequentemente caladas em teu canto absurdo,
Totalmente despovoado de plateias falantes.
Apenas palavras de um rosto mal iluminado,
Talvez misteriosamente fadadas a algum fantasma.
Mesmo que nanometricamente.
Aleatoriamente calados.
Eu de cá.
E Tu daí.
Assinemos um pacto desenhado pelos anjos,
E admirado por Deus e por quem não existe.

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