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Mostrando postagens de março, 2014
Onomatopeias imagéticas gritam do escuro. Imagens universais belas, terríveis e absurdas. Ensurdecendo as cabeças racionais em transe, Hipnotizadas com o brilho do peso do mundo, Que faz vibrar em final de curso. O ponteiro epiléptico da balança temporal. Vejamos o que temos aqui. Do alto, Atlas segura o céu. De baixo os homens iluminados, Brigam para segurar o chão. Cada qual com uma terra na mão, E uma lágrima na face do coração.
Pelo mundo inteiro, Dentro das frestas escuras. Brotam formigas nuas, Em busca de açúcar. Pelos muros mal feitos E azulejos meio soltos. Caminham cautelosos, Insetos fóbicos. Temem a luz que os atrai Como o ralo à água Que se vai, e se vai. E se vai, sem olhar para trás. Para onde não se pode ver. Para onde poucos ousam se meter. Entre o ar e a luz dos homens que matam. A luz que revela a presença. A luz que leva o olhar à morte, Culminando o ser ao assassinato. Pelo mundo inteiro Dentro das cabeças. A mesma busca por doçura E o mesmo pisar do sapato. Há Gente contente no escuro. Perdidos por entre caminhos. Aleluias frenéticas sem rumo. Profetas em busca da lâmpada. Armadilhas enfeitando rotas. Gente desejando subir. Gente sempre a cair. Há vida por tudo isso aqui. Mais do que se pode sentir. Além do que posso exprimir.