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Poema Ruim

Sentado em uma sobra escrevo aqui, esse poema ruim. Não adianta me olhar com reprovação ou fazer cara feia. A inspiração não veio, mas preciso de uma dose. Sentado na sombra estou aqui, tentando existir. Escrevendo versos de nada, para ninguém. Seja apenas por vicio ou prazer. Portanto não faça cara feia, Você não foi obrigado a ler.

A Musica

Hipnose semântica rítmica, Sonoramente congelante, Continuamente invasiva, Olhos vidrados mentes flutuantes, A plateia vira rocha, As almas dançarinas, Mensagem poética fora do compreensivo, Explosão distante das palavras, Alfarrábios sonoros de emoção. Não se compreende a musica Apenas se deixa transportar, Um cego a admirar a luz do sol, Um brilho no fundo da alma.

Na rua encontram-se limites para o universo

conto meus passos por uma rua vazia, os ecos secos me ajudam na peleja. o vento me acaricia leve e meus cabelos se divertem, tudo parece leve, até o poluído ar de minha cidade, milagrosamente se torna puro em minhas narinas contentes. sorrio e imagino minha visão de cima. vou subindo e me vendo cada vez menor, passo do limite dos mundos, passo do limite de nosso caminho de leite, começo a ver mais galáxias boiando, cruzo o universo e encontro outros universos, continuo e não paro, cada vez mais longe! Deus! onde estou indo? mesmo confuso vou e vou, não paro. mas derrepente tropeço em algo, seria pura ironia, ou uma dica do acaso, nunca saberei a resposta. era apenas uma pedra no meio da rua, que acabou virando uma pedra no limite do universo.

A Luz Clandestina

A luz reflete no vidro. O escuro do quarto é atenuada, Pela janela de meu vizinho. Um brilho clandestino cheio de esperança.                                                         Algo reflete diferente nesse vidro, O amarelado da luz desdobra-se em cores. Pontos de amor luminoso aparecem, Algo bonito e admirável. A musica toca leve, E o mundo parece te fazer um cafuné. Ele sabe o quanto precisamos disso, Sabe quando os tempos são cinzentos. Sinto falta da sensação de amar uma ducha de água fria, Daquelas tão frias que parecem arrancar sua alma. Adoro como as duchas frias dão choques em sua pele com violência, O primeiro contato com elas é sempre difícil, O corpo briga par...
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Asas de Minha Caneta

Esse pedaço de madeira de minha caneta é a asa do avião, Que me leva ao ar de minha mente. Responsável por me deixar alto, Responsável por me mostrar o quão baixo sou. Instrumento de expressão da alma, leve e pesado. Levando um elefante às nuvens, Ou fazendo uma pena nunca sair do chão. Letras e suas famílias, Tradução dos pensamentos perdidos em mim. Um nunca medir, apenas anotar, Não se pode voar com muita resistência no ar. É preciso estar leve para mostrar tudo o que existe dentro de mim.

Diamentes

Somos amantes do dia e da noite, Diamantes enterrados em busca de luz, Noitemantes flutuando pela existência. Todos amam o dia e a noite, Mas ás vezes os diamantes, Passam a só usar a razão. Passam seus dias pela mente, Esquecendo-se de amar o dia. Eis que surgem os diamentes, Seres tão cheios de si, E ao mesmo tempo, tão enterrados em ilusão, Que transformam seu brilho em fosquidão. Seres eternamente ocupados demais, Construindo bravamente um mundo, que não é deles. Trocando cada centavo de sentimento, Por migalhas de bens faraônicos. Sim, eles são maioria hoje. Por isso os diamantes são tão raros, Por isso os diamantes são tão caros. Estranho pensar que os diamentes sonham com diamantes, Imaginam como eles ficariam lindos em seus dedos, pescoços e dentes. Imaginam como usar, um desses, os tornaria brilhantes e fortes. Estranho pesar como os diamentes, querem o brilho dos diamantes, Em todos os lugares de seus corpos. Mas nunca imaginar...