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2012

Aqui o ano se finda, Foi vida Frenético um menino grita. Do poço ao teto, flutuo. As lagrimas vieram, Mas foi o vento mágico que levantou, Tanto que decolou. Intensidade. Nada foi em vão. O mar expandindo mentes. As dicotomias, As saídas solitárias, perdidas. Passos noturnos às sextas, Encarando o mundo. Existe mais força, quando não se tem força. Existe o amor, Existe uma flor exalando vida. Foi. Cavalos marinhos. Meninos. Caranguejos em castelos, Pedras gigantes empurrando problemas. Morro abaixo. Lagrimas. Noites proibidas. Dança. Loucura. Gritos de vida. Ideias, conclusões, criações. Planos. Novas casas. União. O bop batendo corações , Convulsões. Orgasmos musicais. Orgasmos carnais. Noites brancas. Lágrimas para uma loucura, De louco para louco. Lembranças. Estrelas simples e indestrutíveis. Me cheira! O terror de uma risada sem fim. Bonecas, Conquistas, Amores traídos, Amigos em perigo. ...

As conclusões de mentes novas

Quando a faísca é pouca para iniciar a chama, Qualquer inflamável é pouca isca. Quando o dia amanhece sem cama, Os olhos veem os sonhos adiados. Constrói-se um ano com tijolos de horas Pilha sobre pilha, O cimento da memória, segura os muros. Estão seguros? Não vai cair. As latas de alumínio ainda não enferrujaram minha carne. Eu bebi, virei cada gota que digeri. Bebi. Minha carne eu feri. Mas não enferrujei. Derreto-me aos poucos, Mas aos poucos não desisto. Insisto em um existir solto, Bicho do mato, Minha coleira a pele que me segura, Muda, Cercada de ordens perdidas. Mudando a todo tempo, Em um turbilhão de caos. Meu Deus é o tigre que ruge rouco, Apenas visto. Apenas sentido. Não emite ruído. Com a noite me engulo e espero o regurgito. Mais uma dose, viro. É preciso esquecer que não se tem o que quer esquecer. O golfo do México, mexe comigo, E o sombreiro me dissipa da luz. Doce inimigo. Estou seguro contigo. Longe ...
A porta do ônibus me encara. Enquanto o ônibus não para. Ainda é lá fora do lado de lá? La fora ainda é, do lado de lá. Ainda existe lá fora do lado de lá? Só saberei quando o ônibus parar.
Piscam cores Solto meus demônios. As ruas coloridas me colorem. Piscam olhos, Saltam minhas entranhas, O escuro absoluto apenas arranha. Arranha, arranha e sangra. Um sangue que não jorra, Chora, gota a gota. Uma dor binária, Que dói e não dói, Dói, não dói. Existe e não existe. Meu Deus, que Medo é esse? Um Medo de não existir, Onde a dor não existe. A única ligação deveras triste, Com uma existência, tão pequena. Pequena, Tu mostraste-me outro lado. Ainda resta um sorriso por trás das lagrimas, Ainda resta um fio que alimenta as ovelhas. Tinha azul, Tinha vermelho, Talvez também, alguns coelhos. Comendo uma cenoura gigante. Mas não havia motivo ali. Era apenas um grito tentando ser livre, Em meio a uma prisão de chumbo a prova de som. Apenas um grito em uma prisão. Não é necessário ser escutado som. Há muitos ouvidos não captando direção. Muitos ouvidos, pouca direção. Como me acharão se eu não me achei? Como me ac...

Bem alto,

No fim do céu, Onde todo chão abaixo é branco E as montanhas são tempestades. Não se escuta o mar, As ondas são batidas de ar. Gritos, lamentos ou latidos. Qualquer som ou ruído, em terra é retido. Apenas as massas ecoam no céu.          Deslizando em toques, por vezes leves, por vezes fortes. Lá em baixo, toda a terra berra seus males. Aqui em cima, no fim do céu só o ar canta Bem alto. Onde todo o chão é branco, E o céu um lago negro, Desses bem rasos Cheio de moedas ao fundo.

A Náusea

Quando antes andava perdido, Entre vielas produtoras de gritos. A Náusea falava em meus ouvidos, Sobre a existência das coisas em que piso, Em que deito, Em que respiro...
No alto do monte Uma pedra e uma lapide Sobre o cinza os escritos: Morreu poeta. Nasceu sem nada, Viveu de sonhos. Deixou palavras.