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as palavras vem em rio, escorrendo sem controle. enquanto houver caminho, escorre. enquanto houver morro, move. quando cacheira poesia, banha moça, rapaz e roupa. quando sonhador garimpa, acha de ouro, pepita. as palavras vem em rio, sonhando com o mar. mineiro quieto escreve: morro aqui não há de faltar. Ainda bem.

frase curta

frase curta noite escura grito baixo silêncio fundo entre cobertas corpos nus entre lençóis almas juntas amar-nos amando eu e tu tu e eu um nó nós um só em dois em dois um nós

No caderno as palavras tem sido muito riscadas

Paginas borradas e seus pingos de café. O tempo para passar é menor, O para dormir também. O ambiente não sumiu com as manchas. O vento de inverno sopra, lento. Algumas folhas espalham-se pelo chão, Corpo estacionado viaja longe de si. Células deixam mente e braço roça o chão. Musica beija o ambiente. Lentamente, Sentir. Estar perto de ti, Quando tu longes de mim. Estar por aqui. Abraçando-te daí.

Tempo de domingo

Aqui um verso ameno para fazer bem a quem convêm.... A brisa perdida em pleno feriado. Tocou o corpo molhado, Que vibrou em frio congelado Até a toalha beijar pele. Passou o frio veio sol leve, Abraçou ser que riu entregue. Hoje só é assim porque amanha não é. Ontem não foi e só de vez em quando é. Tempo de domingo disfarçado. Não tem nome, mas caminha lento. Tem pês descalços e roupa folgada. Tem vontade de rede e bossa nova. Tempo de domingo é coisa tão rara. Que passa domingo, Vira segunda mas não vem. Mas quando vem... amem. Só de vez em quando que é. Mas quando é. É e pronto. Quando é é.

Socorro

O presente é uma forma de mudar o passado empurrado para o futuro. Deitado em meu cárcere de liberdade surdo-me mudo. Vou viver a ignorância para que a dança ponha-me idade. Tijolos caem todos os dias de minhas construções moribundas.  Na cabeça de que? Caudalosas curvas de meus nervos furiosos. Respondam! Na cabeça de quem eu martelo? Não sei. Não saberei, pois os poucos que se importam. Deram-se ao luxo de serem tímidos. Em um mundo de frenéticos extrovertidos imagéticos.
A poesia jaz em algum lugar escondido, Dentro de todo lugar. Onde os ouvidos veem. Onde as mãos escutam. Onde os olhos pegam. O que está por todo ar,  O mais difícil de achar. Controles para o que não é meu. Não vendem no mercado ali da esquina. O que doma o imaterial, Não trabalha no circo nem na loja de animais. Mistério é mistério. Que fiquei aqui o mais veloz do eterno, Que amanha posso estar velho, E minhas letras não falarem mais.

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A brisa do ventilador ventila, Mas não tira a dor. Tem barulho de chuva, Mas não tira o calor. Tem vento apresado Mas não trás chuva. O tato é sopro em pele molhada, O tempo é claro de miragem ensopada. Calor Giram paletas cortando o ar Voando perdidas no mesmo lugar Para onde vão? Presas por função. Para onde vão? Se não o teto, um canto, ou o chão. E porque não vão. Penso que choram seus sonhos de avião. Enquanto no avião. As outras choram seus sonhos de chão.