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tenho medo de congelar tenho tempo correndo e cabeça andando passos apertados descontrolados no rumo q vão me mandando estilo moderno meio humano vou sendo assim levado para onde vou tempo elétrico tempo de sobrevivência e o tempo tenho medo de congelar e sofro de impulso de crescimento progressista sofro de progresso de um mundo que diz que cresce e quer crescer mas sempre foi o mesmo com uma só diferença hoje temos mais prédios e menos árvores nós enganamos com os doces de esquecimento e tocamos o caminho semi vivos
vida passa e não é apenas para você vida passa ao redor, sem você difícil lembrar de seguir difícil saber se deve o Mar não sai do lugar mas nós voltamos a ele seria eu o Mar ou o que deve voltar não é fácil definir o tempo não para o tempo não espera o marcado, desmarcou agora só depois quem garante que será nunca saberá o hoje passou o amanhã é talvez hoje se foi amanhã pode não chegar mas chega chega até não chegar vive-se até acabar só espero que o fim não esteja  no amanhã que se estiver no amanhã que pena que pena

divagar dia de noite

A cor do céu encobre a terra Sobre os olhos dos que habitam o chão Sonhos de nuvens mergulhadas no azul Sentimentos de costas na grama Luz é dia em volta Alegria é luz dentro Felicidade é sol Nuvens vem e vão Mas felicidade é sol O olhar é vento Tem que saber usar Chuva limpa e altera O vento limpa o céu Felicidade é sol. É saber que apesar da nebulosidade Há azul por trás das nuvens Há vento por trás dos olhos
Minha cabeça continua onde ela sempre esteve Por muito penso que sempre estive no mesmo lugar Não adianta quantos passos eu der Nunca sairei de mim

Eu Sumi

A um principio distante Levado pelo tempo dos homens Muito o que fazer Muito o que escolher Tempo a gente tem O que escolhe ter É o que diz a canção E lamenta o peito Problema conflitos Ser ou não ser Que tudo isso que existe É muito tempo As coisas estão em pontas Everesticas E eu não tenho botas de sete léguas As coisas custam E tenho poucas notas Vou-me levando Tentáculos de polvo A tocar tudo Tentando navegar solto No sonho a manutenção da poesia Temendo sempre a derrota Com uma caneta na mão e um caderno a tira colo Que um dia disseram para mim Que tudo passa Era um dia ruim E quando for o bom?
Da escrita, o som do teclado batendo. Me encanto o silêncio com seu andamento, Pela noite turva que libera as ideias. Mal nascem elas, desaguam o que são. Mascaradas palavras, pelo papel, Branco de pixels, na tela de LED. Rumo ao destino, tal qual rio. Cair no mundo de olhos ou não. Esperar no corredor até a cadeira. Derreter-me as veias e o que tenho. Acatar o que decidir a lei da língua. Do fardo ao prêmio. Em busca do que sou. Até que o tempo me faça outro, E nova noite me roube o sono. Sigo procurando o que se esconde. Pelo único motivo de nunca achar.
Onomatopeias imagéticas gritam do escuro. Imagens universais belas, terríveis e absurdas. Ensurdecendo as cabeças racionais em transe, Hipnotizadas com o brilho do peso do mundo, Que faz vibrar em final de curso. O ponteiro epiléptico da balança temporal. Vejamos o que temos aqui. Do alto, Atlas segura o céu. De baixo os homens iluminados, Brigam para segurar o chão. Cada qual com uma terra na mão, E uma lágrima na face do coração.