vida passa e não é apenas para você vida passa ao redor, sem você difícil lembrar de seguir difícil saber se deve o Mar não sai do lugar mas nós voltamos a ele seria eu o Mar ou o que deve voltar não é fácil definir o tempo não para o tempo não espera o marcado, desmarcou agora só depois quem garante que será nunca saberá o hoje passou o amanhã é talvez hoje se foi amanhã pode não chegar mas chega chega até não chegar vive-se até acabar só espero que o fim não esteja no amanhã que se estiver no amanhã que pena que pena
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divagar dia de noite
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A cor do céu encobre a terra Sobre os olhos dos que habitam o chão Sonhos de nuvens mergulhadas no azul Sentimentos de costas na grama Luz é dia em volta Alegria é luz dentro Felicidade é sol Nuvens vem e vão Mas felicidade é sol O olhar é vento Tem que saber usar Chuva limpa e altera O vento limpa o céu Felicidade é sol. É saber que apesar da nebulosidade Há azul por trás das nuvens Há vento por trás dos olhos
Eu Sumi
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A um principio distante Levado pelo tempo dos homens Muito o que fazer Muito o que escolher Tempo a gente tem O que escolhe ter É o que diz a canção E lamenta o peito Problema conflitos Ser ou não ser Que tudo isso que existe É muito tempo As coisas estão em pontas Everesticas E eu não tenho botas de sete léguas As coisas custam E tenho poucas notas Vou-me levando Tentáculos de polvo A tocar tudo Tentando navegar solto No sonho a manutenção da poesia Temendo sempre a derrota Com uma caneta na mão e um caderno a tira colo Que um dia disseram para mim Que tudo passa Era um dia ruim E quando for o bom?
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Da escrita, o som do teclado batendo. Me encanto o silêncio com seu andamento, Pela noite turva que libera as ideias. Mal nascem elas, desaguam o que são. Mascaradas palavras, pelo papel, Branco de pixels, na tela de LED. Rumo ao destino, tal qual rio. Cair no mundo de olhos ou não. Esperar no corredor até a cadeira. Derreter-me as veias e o que tenho. Acatar o que decidir a lei da língua. Do fardo ao prêmio. Em busca do que sou. Até que o tempo me faça outro, E nova noite me roube o sono. Sigo procurando o que se esconde. Pelo único motivo de nunca achar.
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Onomatopeias imagéticas gritam do escuro. Imagens universais belas, terríveis e absurdas. Ensurdecendo as cabeças racionais em transe, Hipnotizadas com o brilho do peso do mundo, Que faz vibrar em final de curso. O ponteiro epiléptico da balança temporal. Vejamos o que temos aqui. Do alto, Atlas segura o céu. De baixo os homens iluminados, Brigam para segurar o chão. Cada qual com uma terra na mão, E uma lágrima na face do coração.
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Pelo mundo inteiro, Dentro das frestas escuras. Brotam formigas nuas, Em busca de açúcar. Pelos muros mal feitos E azulejos meio soltos. Caminham cautelosos, Insetos fóbicos. Temem a luz que os atrai Como o ralo à água Que se vai, e se vai. E se vai, sem olhar para trás. Para onde não se pode ver. Para onde poucos ousam se meter. Entre o ar e a luz dos homens que matam. A luz que revela a presença. A luz que leva o olhar à morte, Culminando o ser ao assassinato. Pelo mundo inteiro Dentro das cabeças. A mesma busca por doçura E o mesmo pisar do sapato. Há Gente contente no escuro. Perdidos por entre caminhos. Aleluias frenéticas sem rumo. Profetas em busca da lâmpada. Armadilhas enfeitando rotas. Gente desejando subir. Gente sempre a cair. Há vida por tudo isso aqui. Mais do que se pode sentir. Além do que posso exprimir.