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Mostrando postagens de setembro, 2012

sem sentido

O papel range As pessoas choram A caneta bate O juiz condena Martelos perdidos Mentes confusas Sons agudos Não posso ouvir Esperança no frio Nem musica no vácuo Aqui fede um cheiro meu O cheiro do mundo Imundo Que inunda o ar Não vai passar Não importa gritar Recolha suas tralhas Não importa mais Digam que sai Fui procurar uma porta Dessas que abrem para bem longe daqui.

Para alguém perdido

Olhe no fundo de meus olhos mulher! Eu não tenho nome! Tudo que tenho é uma alma Acorrentada nestes olhos que te veem, E por trás deles te julgo. Sabendo que por trás dos seus Sou também julgado. E nesse tribunal dançamos, Com gestos e bocas. Um tentando se defender do outro. Dançando como gatos na chuva. Lutando para sair, Amando cada gota, Deixando-se levar pela inercia dos corpos encharcados, Que temem adoecer. Mas amam o frescor e a leve ardência das gotas Ao tocarem a pele leve, pesado, presente. É inútil lutar! Não temos para onde ir! Não temos para onde fugir! Somos só nos dois. A nos molhar ao som das trombetas. Misturando suor, lagrimas e água gelada. Molhando e nos conhecendo. Para tentarmos esquecer, Que nunca você esteve por trás de meus olhos E nem eu dos seus. Mas mesmo assim, Sou seu e sinto que és minha.

mergulhador

no metafórico mar existencial flutua uma nau solitária dela um jovem pula no mar mergulhando fundo... até se afogar

Abstrato

Vês, minhas vísceras ao chão? Eu derreti, assim que sua existência caiu sobre mim, Cortando como uma lamina bem fina. Que passou, dividiu-me e se foi. Para onde? A bainha de alguém, talvez... O chão ficou sangue, Meus pulsos viraram pinceis. Espirra vermelho. Fusão, junção. Dividindo o que ficou Ao chão, no chão, Meu sangue Meu desespero. Tudo cru, no mesmo lugar. Espalhados pelo ar, Cheira a existência. O acaso goteja, Pingando No quadro abstrato. Absurdo. Tentando abrir janelas da alma, Vermelho no branco. Chão de banheiro, traços vermelhos. Lutando por sobrevivência, Sobrevivência na ausência, No fim, todos dizem que passa, Mas o quadro alguém vendeu. O corpo alguém enterrou. A lamina realmente passou, Nunca retornou Todos dizem que passa, E esse é o problema. Passou. Por isso não passa. Passou. E não passa.

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violão soa, tempo voa, alma ecoa, vida escoa pelo ralo l e  n   t    a    m     e      n       t        e. rumo a algum novo cano. o caminho,  tem sido escuro, mas com um pouco de sorte, quem sabe..............................................................desague no mar.

O buraco

Quanto mais eu me sou Mais cavo o buraco de mim mesmo..... Mais terra sai. Mais longe a superfície de mim. Sinto-me em queda livre. Caindo em um absurdo Cavado pelo exercito interminável de ou’s e reticências. Onde estão os pontos finais? De certo o tempo os engoliu. Agora todo grito não tem exclamação Só interrogam. Só se vão... Afundo-me em mim E o que ecoa agora, Só soa o que sou. Dúvidas sem resposta. E se não quiser ser mais a mim? Alguém, por acaso, já descobriu o que não sou eu? Alguém sabe o que é o eu? Alguém sabe? Grite!  Aqui é fundo, O som se perde no caminho. Deve ser isso Que mantem o silêncio tão fiel. Não dá mais! Não dá mais, para ser o que não fui. Tentei sair de mim, Mas só soa Só soa Escorrega Só soa Soa eu e nada mais... No fundo. Um sorriso conformado. Um abraço inevitável. Um fio de luz ao meio dia. Tarde de mais é muito cedo para mim. Já anoiteceu. Deixa pro outro dia, ...
Às vezes de noite se ficar bem calado e o silencio for amigo. Posso escutar em minha mente o bater dos pregos, o ranger da serra, e o leve borbulhar dos trabalhadores conversando. Eles erguem um castelo onde hei de morar caso o tempo passe e eu fique velho e sozinho.

Notas/Nadas da madrugada

não podemos salvar o mundo perdidos dentro dele. por isso, todos os salvadores estão mortos e nós condenados ao mundo. Mas não importa, o que de belo tirarmos daqui é nosa salvação. É nosso grito de resposta ao nada, que sumiu com nossa existência. ao nada, que sumiu com nossa existência                             boba... Mas... Existência, Longe de ser nada. A piada é que não há piada Ri o tudo com o nada não podemos salvar-lo pois nossa vida já é mais que isso o nada se foi quando você nasceu  abriu, existiu, riu riu... antes da hora  e agora? alguém só queria se conhecer! o universo todo um conflito. Reflito não há de ser nada. Pois bem é madrugada.... Basta! vou dormir

......

Decidi ficar mudo esses dias Não é culpa sua É do mundo. Decidi ficar mudo Não é culpa É mundo. Decidi Não Mundo. Não Mundo. Não mudo!

sina

Um dia hei-de ficar louco Falo muito comigo e não falo com os outros

Tempo seco

Nenhuma gota Caiu. Não chove há dias. O ar está seco. A toalha molhada que deixei no quarto Secou. Foi tudo embora Nada ficou Todo o sentimento Evaporou.

A nuvem e o quadro surrealista

No céu de frases infinitas, Sobram as nuvens do sonho. Um redemoinho de letas e sons, Dançando sobre as lagrimas Que devemos à existência. Trocamos a nos mesmos, E o sol ilumina diferente, Criando do reflexo da nuvem. As mais variadas cores sobre a terra seca. A terra seca que agora admira. A nuvem leve, Que deseja todo o peso de uma tempestade E toda mobilidade de um furação tropical. A nuvem desconhecida, Que surgiu em meio a outras nuvens E se fez senário desse quadro surrealista. A nuvem avessa, Que vive sem óculos no mundo míope, Buscando suas saídas longe do comum. A nuvem, Que agora a terra seca observa. Trocamos a nos mesmos, E nunca mais o céu foi o mesmo. O quadro mudou. O surrealismo ficou.

Ecos de uma madrugada vazia

silêncio pela madrugada! cada palavra é uma enxada cravada em meu peito. silêncio na madrugada! um martelo bate, crânios esmagados. sozinho dentro do sozinho escuro, sem vizinhos. silêncio na madrugada! fios cortantes pelo caminho, andar dói, é preciso. silêncio na madrugada! quero explodir de tanto vazio. silêncio na madrugada! quero explodir,  sozinho.

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Quando                                                                                                            Aparece As               l e t r a s                      s  e  m  p  r  e       ...

0 e 1

Malhas de aço traçam saídas, Torcidas em lojas de materiais de construção. Não de mentes! Dementes seres, Sempre continuam a seguir. Seus caminhos Bem resolvidos Funcionais Ruma a cova rasa. Garantida por horas De vida dadas as funerárias. Horas de vida Horas de papel Tudo passa Até você. Comprei ontem Material pra disfarçar a falta de sol, Parei de enxergar. Brilha muito o reflexo Do mundo de metal. Cego, gritei aos céus: Meus sentimentos à carne, Que se queimou para nada E hoje enfeita as vitrines, Dos mais belos e requintados Açougues de todo mundo, Perfeitamente binário. Entende? Não errado! Programado! Não errado! Binário! Zeros e uns mortos vivos. Zeros e uns donos da razão. Zeros e uns. Zeros e uns.

Sobre suas lagrimas verbais

Lagrimas verbais Caem de seus versos Mais um atrás de fama Mais um ficando velho Chances ao acaso O tempo faz seu papel A luta parece eterna O mundo uma linha reta Brilhou sobre o sol Um sonho envelhecido Alguns viram Outros não Lagrimas com tinta Furam o papel Mais um buraco para tampar Mais um sonho a se mudar Partir Chegar Voltar Há muito tempo não sei Se já estive em outro lugar

Noite a sós com a lua cheia

Sozinho sobre a lua cheia. A sós eu e a ela, Na noite cheia de mim mesmo. Dançando, Em meio a musica, cheia! Cheio... Cheiro da noite, Barulho dos copos, Gingando corpos. Rangir do atrito, Pele em pele. O abrir dos poros, Suor escorrendo, Solidão pelos copos. É doce esse fel, Noite absurda! Um copo vazio, Com uma dose dupla, De tédio. Transbordando, Na noite a sós Com a lua cheia.