Dos passos a razão
Meus passos secos rimando desencantos.
Sempre tortos, sempre pelos cantos.
Os mesmos passos pelo chão molhado,
Apenas olhares casualmente trocados.
Palavras sussurradas ao ouvido de almas,
Admiráveis historias nunca pronunciadas.
Não posso defender um coração calado,
Não aguento o peso do silencio amarrado.
Não posso, simplesmente, aceitar não poder,
Cada esquina que cruzo me custa um viver.
Não posso me ferir insistindo em não mostrar,
O que nasce espontâneo no fundo do olhar.
Não posso, de forma alguma, deixar de lutar.
Por todo e qualquer sonho, que pesco no ar.
Dessas palavras nasce a lagrima, no peito, dissolvida,
Formando bolhas belíssimas, dessa sangrenta tinta.
Uma tinta vermelha que pulsa pelo papel,
Com toda a força de meu coração de pincel.
Sedento por vida, em um deserto de ilusão,
Pulsando com a força do mais poderoso trovão.
Quem sabe assim, um dia.
Meus sentimentos abracem a razão.
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