Aguardando o movimento, No instante exato de sua iminência. Rodados em câmera super-lenta. Preenchendo cada pixel de sua pintura, Pendurada no meio de minha cabeça Com enormes pregos neurais. É preciso guardar tudo. O sorriso. O olho. O cabelo. O jeito. A voz. Os gestos. As caras. As bocas. Os pensares. Os dizeres. Torrões de açúcar, Em café amargo, No calor, misturados. Fumaça doce, Espalhando-nos, Ao vento, lento. Amargo tornando-se passado As cores, agora, exalam seus significados. Guardando tudo a cada segundo. Detalhes fractais. O infinito no finito. Aguardando. Em cada grão que cai em sua presença, Nasce um novo mundo para morar. Grama no asfalto a brotar. Nasce uma nova musica para tocar, No silencio, quando a solidão domina. Um novo sol, Para iluminar e aquecer os dias frios, Cobertos de muros. Um novo horizonte, Depois daquela montanha, lá longe. Sigo aguardando, De segundo em segundo, Juntando...