A pena do dia


Uma pena caiu
Do lado de fora da janela.
Meus olhos foram direto a ela.
Dançava sem se importar.
Dançava por dançar.
Indo para um lado e retornando ao outro.
De um lado, para o outro,
Em uma valsa, a pena e o ar.
De um lado, para o outro,
O ar guia, a pena se deixa levar.
Em uma valsa, o mundo a soar.
O ar e a pena, ponho-me a contemplar.
Do lado de fora caiu uma pena.
Do lado de dentro uma lagrima.
Meus olhos cansados de cinza,
Pela janela se aventuraram,
Sem planos ou esperança,
Guiado pelo sorriso do acaso.
Meus olhos cansados sorriram,
Diante tamanha grandeza.
O acaso com sua pena no mundo,
Transforma o banal em lembrança,
 E encontra no simples, beleza.

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