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Da escrita, o som do teclado batendo. Me encanto o silêncio com seu andamento, Pela noite turva que libera as ideias. Mal nascem elas, desaguam o que são. Mascaradas palavras, pelo papel, Branco de pixels, na tela de LED. Rumo ao destino, tal qual rio. Cair no mundo de olhos ou não. Esperar no corredor até a cadeira. Derreter-me as veias e o que tenho. Acatar o que decidir a lei da língua. Do fardo ao prêmio. Em busca do que sou. Até que o tempo me faça outro, E nova noite me roube o sono. Sigo procurando o que se esconde. Pelo único motivo de nunca achar.
Onomatopeias imagéticas gritam do escuro. Imagens universais belas, terríveis e absurdas. Ensurdecendo as cabeças racionais em transe, Hipnotizadas com o brilho do peso do mundo, Que faz vibrar em final de curso. O ponteiro epiléptico da balança temporal. Vejamos o que temos aqui. Do alto, Atlas segura o céu. De baixo os homens iluminados, Brigam para segurar o chão. Cada qual com uma terra na mão, E uma lágrima na face do coração.
Pelo mundo inteiro, Dentro das frestas escuras. Brotam formigas nuas, Em busca de açúcar. Pelos muros mal feitos E azulejos meio soltos. Caminham cautelosos, Insetos fóbicos. Temem a luz que os atrai Como o ralo à água Que se vai, e se vai. E se vai, sem olhar para trás. Para onde não se pode ver. Para onde poucos ousam se meter. Entre o ar e a luz dos homens que matam. A luz que revela a presença. A luz que leva o olhar à morte, Culminando o ser ao assassinato. Pelo mundo inteiro Dentro das cabeças. A mesma busca por doçura E o mesmo pisar do sapato. Há Gente contente no escuro. Perdidos por entre caminhos. Aleluias frenéticas sem rumo. Profetas em busca da lâmpada. Armadilhas enfeitando rotas. Gente desejando subir. Gente sempre a cair. Há vida por tudo isso aqui. Mais do que se pode sentir. Além do que posso exprimir.

Algo escuro, rua e muro. É noite. Nada mais

O grito do escuro Chegou a meus ouvidos Longo e seguro Como que do alto de um muro. Não havia nada ali. Era um grito de dentro de si. Algo além das frequências audíveis Movendo olhares irreconhecíveis. Um grito das roupas Pesadas e roucas Dentro do armário. Insistentes e abafadas. Presas por trás das tenebrosas Tampas de madeira de seu lar. Um grito do abismo Perto e perdido A cada passo arriscado, Sobre o chão da rua segura. Respirando poeira crua, Meus pulmões carnívoros Constroem sua irá Na terrível tosse Por sobrevivência. Tenho medo de olhar o que cuspi. Tenho medo de saber o que saí de mim. Invado memorias, Escrevendo com pensamentos, Lembranças coloridas para não ver a escuridão. Insisto que os insetos gritam reclamando suas asas. Ferramentas inquietadoras de ar. Não pode falhar. Insisto que quando em dança com a noite. Mergulhei em mil folhas brancas, Que pairavam por sobre um mar de metal líquido, Tão refresc...
acusado de peculato eu confesso se pecar é o ato me coloco culpado peco pelo ato desvio o que cabe ao meu cargo escrevendo para ninguém

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O mundo é uma coleção  de linhas retas. Umas pequenas, outras longas, Umas visíveis, outras sentíveis. Linhas retas, Que neste incontável total, Quantificam-se em muitas. Mas reafirmo. Todas retas. O que há de curva. É conjunto das pequeninas, Emparelhadas uma a uma. Como um imenso fractal de retas linhas, Dançando estáticas e discretas. A contornar espaços finitos. Interminavelmente. Limitados e perdidos. Dentro de um corpo, Que por órgãos e segredo, Interpreta vida.
de novo e cada vez mais rápido começou o ano novo perfume de esperança dançarinos trocando passos o salão de olhos acompanha a dança mais um, mais outro de novo, em velho montando o caminho. quando cai a pedra eu piso quando piso já espero a outra pedra até o dia que não cair mais e meu passo siga pelo vácuo desconhecido rumo ao mistério apoio inesperado ou desequilíbrio. espera! eu não aprendia a voar. Eu não sei voar! Eu não sei que posso voar! Eu não sei! Eu não sei