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Mostrando postagens de julho, 2012

O astronauta

Sou um astronauta em missão na terra. Minha roupa é de carne, osso e pele. Vivo distante por querer estar em todo lugar. Quero estar em todo lugar por querer achar um lar. Assim sigo astronauta. Navegando desconhecido. Ombros caídos. Lágrima na cara. Não posso parar. Passos rápidos. Olhos fundos. Cabeça ao ar. Não posso parar. É preciso concluir a missão, Antes que meus paços venham ao chão. É preciso concluir a missão, Achar por ai pedaços de meu louco coração.

Para não se esquecer de abrir os olhos

mas não é que em meio à escuridão podre do ralo, encontrará um brilho dentro do nada, brilho que invade a alma, que explode muros. mudando sem porque, como um cego percebendo que não era cego, ao descobrir que para ver é preciso abrir os olhos, e para abrir os olhos é preciso coragem, de ver o que não queria ou o que machuca. coragem de expor-se ao incontrolável, que controla o mundo de fora. e então assim como chuva de verão, assim de súbito, descobriu que para ser triste basta querer, e para ser feliz basta ser. a tristeza fecha olhos, e te faz não olhar, e não olhando. não buscar, e o não buscando, não sendo, e o não sendo, dando vida a uma cadeia, cuja a porta esta aberta, mas nem todos se lembram, de abrir os olhos para ver.

Carne nua

Carne nua, Na musica que soa crua, Nos corpos sinceros, Despidos de mistérios. Na existência fervente, Em camas rangentes, Habitadas por janelas indiscretas, Iluminadoras de segredos, Guardados em chaves, Dentro de chaves, Dentro de cabeças, Dentro de ideias, Dentro dela, Fora dela, Nela, Com ela, Nela. Carne nua, Na musica que soa, E nunca deixou de soar, Em ouvidos abertos. Habitados por desertos chuvosos, Molhados, De molhanças felizes Atritadas, Carne em carne, Ser em ser, Matéria em matéria, Nu em nu. Carne nua. No quarto da rua quente da musica, Discretamente a frente dos tiros. Na viola adiada aos latidos e uivos de cães, gatos, mosquitos e humanos. Onde entre tudo isso, Ainda assim ecoava um grito, Carne! Somos de carne! Mais ainda assim há sentimento! Ainda assim.

O Observador

sorrisos, brindes, movimento. o observador corre pela rua de brindes intermináveis. alimentando-se de ideias sem fim. abrindo inacabáveis minas de desejo, inventado por amores inexistentes, que nascem de matas etílicas, que brotam em pleno meio fio sorridente, de dentes amarelos e toscos, que se misturam em uma massa absurda, que desce pela garganta, alimentando a barriga sem fundo, do observador. que admira esse sorriso assustador, de seu lugar de olhos. não julga, não mexe. o observador apenas cumpre seu papel, alguém precisa relatar, apenas e só, relatar as ações inevitáveis, desse mundo de papel machê podre, que derrete em toda chuva de verão, e se reconstrói com o auxilio de algumas aspirinas, que graças ao bom Deus, parecem intermináveis, nas prateleiras de qualquer farmácia por ai.

Piada para ser feliz na vida

A vida, Os sentimentos, Os prazeres, Tudo! Tudo é baseado em padrões. Abaixe os seus e seja feliz!