O Observador


sorrisos, brindes, movimento.
o observador
corre pela rua de brindes intermináveis.
alimentando-se de ideias sem fim.
abrindo inacabáveis minas de desejo,
inventado por amores inexistentes,
que nascem de matas etílicas,
que brotam em pleno meio fio sorridente,
de dentes amarelos e toscos,
que se misturam em uma massa absurda,
que desce pela garganta,
alimentando a barriga sem fundo,
do observador.
que admira esse sorriso assustador,
de seu lugar de olhos.
não julga, não mexe.
o observador
apenas cumpre seu papel,
alguém precisa relatar,
apenas e só, relatar
as ações inevitáveis,
desse mundo de papel machê podre,
que derrete em toda chuva de verão,
e se reconstrói com o auxilio de algumas aspirinas,
que graças ao bom Deus,
parecem intermináveis,
nas prateleiras de qualquer farmácia por ai.

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