Sentindo o não sentido


Rua segue,
Rodas giros,
Famintos aflitos,
Arrotam bancos,
Emprestam prantos,
Recolhem ideias,
Prendem liberdade,
Secam poeira,
Escorrem sapatos,
Colhem escravos,
Limpam chiqueiros,
Cobertos por tapetes
Persas falsos.
Verdadeiros paraguaios,
Rolando lágrimas,
De sangue ralo,
Que congela no asfalto,
Inexplicavelmente quente,
Pois era verão.
Mas alguém,
Enganou o chão.

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